Abjapashu
Introdução
No contexto tântrico Shakta, o Abjapashu representa a alma que, embora nascida da essência divina (como o lótus que brota da água - Abja), encontra-se momentaneamente limitada pelas amarras da dualidade (Pashu). A prática tântrica visa justamente a liberação desta alma, permitindo que o Pashu reconheça sua natureza como a própria manifestação da Shakti.
Transliteração e Escrita
- Devanagari: अब्जपशु (Abjapashu)
- Sânscrito (IAST): Abjapāśu
- Hindi: अबजापशु
- Tamil: அபஜபஷு
Divindades e Gurus Associados
Nesta senda de liberação, o praticante busca a bênção dos mestres e das energias primordiais:
- Shukracharya: O grande Guru tântrico, mestre do caminho da mão esquerda (Vamachara). Ele concede a sabedoria necessária para transmutar os desejos mundanos em poder espiritual e guiar o Abjapashu através das complexidades do jogo da Shakti.
- Pashupati: A forma de Shiva que governa os seres limitados, facilitando a transição para a consciência plena.
- Kali / Durga: Como as formas supremas da Shakti, elas agem como as destruidoras das amarras (Pasha) que prendem o indivíduo ao ciclo material.
Panchamabhutas e a Manifestação
O Pashu percebe a realidade através dos cinco elementos (Panchamabhutas), que no Tantra Shakta são vistos como as vestes da Deusa:
- Prithvi (Terra): A base física do corpo.
- Jala (Água): A sede das emoções e fluidez criativa.
- Agni (Fogo): A energia transformadora da Kundalini.
- Vayu (Ar): O movimento da energia vital (Prana).
- Akasha (Éter): O vasto campo da Consciência onde a Shakti dança.
Influências Astrológicas
- Planetas: Além de Júpiter e Saturno, Vênus (Shukra), regido por Shukracharya, é central no Tantra Shakta por sua capacidade de elevar os prazeres da vida à consciência divina.
- Nakshatras: A jornada do Abjapashu é frequentemente influenciada pela posição da Lua em Nakshatras que favorecem a iniciação tântrica e a transmutação interna, como Pushya ou Revati.